“Tem alguma coisa errada”, eu falei.
“Erraram o pedido?”, ele perguntou preocupado, me lembrando porque eu amava ele.
“Não. Não com a pizza. Com a gente”, eu falei.
Sobrou um pouco de molho no queixo dele. Limpei com o dedo, mesmo sem saber se deveria. Chorando, nos prometemos várias coisas impossíveis, com a pizza não-comida gelando nos nossos pés. Quem sabe em alguns anos, falamos. E eu acreditei nisso por mais tempo do que deveria.
Foi minha justificativa para, três meses depois, espiar o perfil de Facebook dele durante uma madrugada. Eu me prometi que só queria saber se eles estava bem. Eu me convenci que só queria saber se ele tinha conseguido um emprego. Sabe, chechar se está tudo bem com os pais deles. Sempre havia um motivo para visitar o perfil dele.

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